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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Qual a diferença: atriz pornô, garota de capa e prostituta?

O título é uma pergunta que o Raphael, do “A Melosquência”, fez em seu post de 25/mar./2009. Respondê-la tornou-se um desafio e um compromisso que assumi com o Rapha.
O assunto é extremamente complexo e palpitante. Vale análise e estudo aprofundados. Mas esse não era o objetivo do Rafael. A intenção subjetiva que captei do texto era provocar reflexão sobre o tema. E, como bom blogueiro, ele conseguiu. Assim, tratarei a questão desta forma.
O fato
O que inspirou o post no “A Melosquência” foi o fato de a atriz pornô Pamela Butt processar o programa CQC por ter sido chamada de prostituta pelos apresentadores Marcelo Tas e Marco Luque. E aí, qual a diferença? A atriz pornô não é prostituta?
Na prática,
a meu ver, os comportamentos apresentam diferenças. Uma, a atriz pornô, pratica o sexo em determinada situação. Filmada nesta atividade, tem seu corpo exposto “n” vezes, sem, no entanto, vivenciar novamente aquela situação, em que pese continuar recebendo por ela. A outra, a conceituada como prostituta, pratica o sexo a qualquer momento, desde que remunerada. Já a garota de capa, sob holofotes e câmeras expõe seu corpo aos “flashs”, apesar de, efetivamente, não haver o ato sexual. A meu ver esta a diferenciação básica entre elas.
Conceitualmente,
entretanto, entendo que a diferença desaparece, uma vez que prostituta é aquela que vende seu corpo ao prazer do outro. Em essência, nas três situações o que promove a remuneração é a sexualidade a serviço do prazer alheio, independente do número de vezes em que ela é praticada, ou se efetivamente o foi. Atos distintos, porém, características comuns: o corpo mercantilizado.
Assim, em minha opinião – muito pessoal, é verdade –, as três são prostitutas. Talvez em escalas distintas – junior, pleno e sênior –, mas isso não dá ao trabalho de uma menos crédito que ao trabalho da outra, apenas diferenciam nível de experiência e especialidade.
O problema
parece estar no aspecto social pejorativo do termo. O que, a meu ver, há muito se perdeu. Afinal, todos nós vendemos algo de nossa personalidade, somos remunerados por características pessoais. Alguns vendem o intelecto, outros o conhecimento, outros ainda se transformam em cobaias humanas de laboratório... Todos nós, na verdade, vendemos parte do corpo para nosso sustento.
Maior reflexão sobre o tema
A empresária Eliana Piva de Albuquerque Tranchesi (49), proprietária da Daslu, esteve, até recentemente, na Penitenciária Feminina da Capital paulista, no Carandiru.
Gabriela Leite (58), prostituta aposentada, criadora da Daspu, continua trabalhando em sua grife, com muito sucesso!
Acho que é isso e você, o que acha?
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